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Dicas


Comentários do Dr.Leonardo Cury - O Uso dos inibidores da bomba de proton


Use of proton pump inhibitors and risk of hip fracture in relation to dietary and lifestyle factors: a prospective cohort study

BMJ 2012; 344 doi: 10.1136/bmj.e372 (Published 31 January 2012)

Cite this as: BMJ 2012;344:e372



O USO dos inibidores da bomba de proton e o risco de fraturas no quadril em relação a fatores dietéticos e estilo de vida: estudo de coorte prospectivo.

Inibidores da bomba de proton (IBP) estão entre as drogas mais usadas no mundo.  Geralmente receitadas para tratamento de distúrbio do aparelho digestivo, como azia, pirose, refluxo gastro-esofágico e úlceras pepticas. Apesar de o uso por curto período dos IBPs ser geralmente bem aceito, existe a preocupação em relação ao uso por longo tempo e oaumento da incidência de fraturas, principalmente no quadril que por sua vez está associado ao aumento da morbidade e mortalidade

Os IBPs inibem a absorção do calcio, interferem diretamente na função dos osteoclastos e podem induzir a hipergastrinemia, resultando em redução da densidade óssea relacionada ao hiperparatireoidismo.

Com o objetivo de examinar a associação entre o uso crônico de IBPs e o risco de fraturas, este estudo avaliou quase 80.000 mulheres no período pós- menopausa  por 8 anos. Comparação entre as não usuárias e as que usaram IBP por pelo menos 2 anos revelou um aumento de 35% no risco de fratura do quadril. Ajuste dos fatores de risco, como índice de massa corporal, atividade física, uso de suplemento de cálcio, terapia de reposição hormonal e bifosfonados não alterou o resultado. Já a associação com o tabagismo atual ou pregresso eleva o risco de fratura para 50%.

 



Arthroscopic reconstruction of the acetabular labrum with an illiotibial band autograft -


Artigo:

 

ARTHROSKOPIE

Volume 22, Number 4, 306-311, DOI: 10.1007/s00142-009-0523-1

 

LEITTHEMA

Arthroskopische Rekonstruktion des Labrum acetabulare mit einem autologen Tractus-iliotibialis-Transplantat

Arthroscopic reconstruction of the labrum acetabulare with an autologous iliotibial tract transplant

M.J. PhilipponB.G. Schroder e Souza and K.K. Briggs

 

 

Comentário

 

Arthroscopic reconstruction of the acetabular labrum

 with an illiotibial band autograft.

 

Marc J. Philippon, MD; Bruno G. Schroder e Souza, MD; Karen K Briggs, MPH.

 

            O artigo abre os horizontes para o tratamento da lesão labral acetabular complexa. Uma vez que o resultado funcional do reparo labral é significativamente melhor do que o simples debridamento, o uso de enxerto da banda iliotibial - para a reconstrução de lesão labral complexa - é uma nova opção de tratamento.

            Tal procedimento estaria indicado para: lesão labral transversa e/ou segmentar, lesão labral com lábio hipotrófico, cirurgia de revisão em que fora feito previamente o debridamento labral e em pacientes jovens ativos com sinais de instabilidade e lesão labral irreparável.

            Mas devemos ter parcimônia. Trata-se de um trabalho do tipo série de casos, com nível de evidência IV, com n moderado e ainda com resultado clínico não reprodutível. E, como o próprio autor relata, há a necessidade de um maiorfollow-up para uma estratificação apropriada do resultado funcional e consequente melhor indicação cirúrgica. Além de ser, é claro, um procedimento que exige uma habilidade cirúrgica apurada.

            Entretanto, é mais um procedimento para tentar preservar a articulação e postergar uma artroplastia precoce em pacientes jovens com lesão labral complexa que desencadeia ou acelera o processo de degeneração articular do quadril, se não tratada apropriadamente.     

            Desse modo, é um artigo muito interessante que descreve os tempos cirúrgicos da reconstrução labral com enxerto da banda iliotibial de uma maneira clara, precisa e com imagens que facilitam a compreensão do procedimento. Imperdível leitura!

Leandro Emílio Nascimento Santos
Grupo de Quadril - Hospital Felício Rocho



Displaced Radial Neck Fractures in Children - Gilberto Francisco Brandão, MD, Cláudio Be


Dica de leitura

 

Artigo:

Displaced Radial Neck Fractures in Children: Association of the Métaizeau and Böhler Surgical Techniques

Gilberto Francisco Brandão, MD, Cláudio Beling Soares, MD,

Luiz Eduardo Moreira Teixeira, MD, and Lucas de Castro Boechat, MD

 

 

 

 

Comentário:

Francisco Carlos Salles Nogueira

Ortopedista pediátrico

 

 

O trabalho científico do Dr. Gilberto Brandão e colaboradores é motivo de muito orgulho para toda a ortopedia pediátrica, pois mostra de forma clara e objetiva a melhor maneira de tratar a fratura do colo do radio na criança. A casuística e os resultados obtidos com o método usado, mostram de modo muito convincente a conduta padrão para essa desafiante afecção que acomete nossos pequenos pacientes. Eu recomendo a leitura desse magnífico artigo. 



New Method of Scoliosis Assessment - Rozilene Maria Cota Aroeira, MSc


Spine Publish Ahead of Print

DOI: 10.1097/BRS.0b013e3181f7cfaa

New Method of Scoliosis Assessment:

Preliminary Results using Computerized Photogrammetry

Rozilene Maria Cota Aroeira, MSc

Jefferson Soares Leal, MD

Antônio Eustáquio de Melo Pertence, PhD

From the Federal University of the State of Minas Gerais, Belo Horizonte, Brazil.

 

Comentário:

Trata-se de trabalho realizado na UFMG pelos autores Rozilene Maria Cota Aroeira, Jefferson Soares Leal e Antônio Eustáquio de Melo Pertence mostrando resultados preliminares a respeito de uma nova modalidade de controle evolutivo da escoliose utilizando-se Fotogrametria Computadorizada.  A grande importância deste trabalho está na possibilidade de substituir-se o controle radiográfico pela técnica de fotogrametria e com isso reduzir a carga de radiação recebida pelo paciente. Uma vez que a criança/adolescente, na fase de estirão, necessita controle radiográfico a cada 4-5 meses, percebe-se o benefício para o paciente caso técnicas alternativas para acompanhamento da progressão da curva fossem adotadas.  Como citado pelos autores, o estudo apresenta limitações, mas também abre caminho para superá-los em favor do benefício do paciente. Sem dúvida, recomendo sua leitura!

 

Leonardo Silluzio Ferreira

Cirurgião de Coluna do Hospital Felício Rocho, Belo Horizonte (MG)